quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Uso e descarte de baterias de celular exigem cuidados especiais


Consertar qualquer produto é sempre uma boa alternativa antes de comprar um novo.
As baterias de celulares mais comuns são feitas de níquel-cádmio (NiCd), níquel-metal hidreto (NiMh) e de íons de lítio (Li-Íon). As primeiras estão sendo abolidas pelas empresas, por sua menor durabilidade e alta toxicidade do cádmio. As de melhor custo-benefício são as de íons de lítio, segundo os fabricantes. Entretanto, mesmo elas estão sujeitas a problemas e o proprietário pode, usando-as de forma correta, reduzir a necessidade de troca e evitar a entrada dessas baterias no ciclo do lixo. A primeira recomendação das empresas é que se utilize o celular, as baterias e os carregadores conforme indicado pelos fabricantes e que se evite a compra de produtos falsificados, adquirindo-os em revendas autorizadas. O descarte também exige atenção especial. Geralmente, as lojas de celulares funcionam como pontos de coleta de baterias, de onde são destinados às empresas que promovem a reutilização ou reciclagem dos materiais. Assim, evita-se que os metais tóxicos contidos nas baterias (principalmente as de Níquel-Cádmio) sejam depositados em lixões e contaminem o meio ambiente.
Falsificação Algumas baterias falsas são facilmente identificáveis, como quando são vendidas fora da embalagem, apresentam defeitos na etiqueta, como erros de digitação e, principalmente, quando estão com preços abaixo da média de mercado. Os preços mais baixos podem indicar que a bateria não tem os principais recursos de segurança que as originais possuem. Outra recomendação é que o consumidor busque uma assistência técnica autorizada quando notar algum problema em sua bateria. Consertar qualquer produto é sempre uma boa medida, pois economiza recursos naturais e a energia que seria gasta no processo de reciclagem. Além disso, a reutilização evita a geração de lixo quando se joga o produto fora. Repensar Uma alternativa é repensar os hábitos de consumo, antes mesmo de buscar a reutilização ou a reciclagem de um produto. Paulo Diaz, educador ambiental do programa USP Recicla, lembra que o uso do celular pode ser reduzido, bem como o consumo de energia da bateria. Por exemplo, não há necessidade de o celular ficar ligado durante à noite, enquanto a pessoa dorme. “Quando estou em casa, eu desligo. As pessoas me ligam no telefone fixo”. Ele lembra de colegas suas que nem têm o celular e se comunicam normalmente. É o caso de Patrícia Silva Leme, bióloga e educadora ambiental do USP Recicla em São Carlos. Patrícia evita o uso do celular, segundo ela mesma, pela preocupação ambiental, lembrando que é necessário reflexão sobre alguns hábitos de consumo, pelo impacto negativo que podem causar. “Eu tenho telefone em casa e no trabalho, consigo me comunicar bem”. Patrícia nunca teve celular, com exceção da época em que ganhou um celular da irmã, há dois anos. Não durou três meses, conta ela, que ficou incomodada com a necessidade de carregar com créditos e a “perda da privacidade”. “Depois, passei a me questionar da necessidade de ter novas tecnologias freqüentemente”. “As pessoas às vezes se queixam de estarem endividadas, mas continuam mantendo celular para os filhos. Uma coisa que era pra facilitar acaba virando necessidade”, afirma.

Fonte:Instituto Akatu
Vírus no celular???

Quem diria que falar ao celular em um ponto de ônibus poderia trazer alguma ameaça.
Os vírus comuns em computadores agora atacam telefones móveis.
Dependendo do modelo e da tecnologia do aparelho, o celular pode ser infectado por um vírus.
Se um modelo infectado estiver a uma distância de ao menos 50 metros de um outro modelo similar, o vírus pode se propagar.
O primeiro ataque de um vírus ao um celular foi registrado no ano passado.
A tecnologia chamada bluetooth criada para possibilitar a troca de informações de um celular para outro, ou para um computador, é o que permite a propagação dos vírus.
"Da mesma forma que um vírus pode infectar um computador, ele também pode infectar um celular. As tecnologias migraram de um aparelho para outro", disse Denny Roger, especialista em segurança digital.
Como nos computadores, os vírus de celular podem estar armazenados em mensagens de textos e arquivos para download.
A modelo Paris Hilton foi a vítima mais ilustre dos hackers em plena festa do Oscar. Ela teve sua agenda pessoal roubada. Os hackers colocaram os telefones da agenda da modelo na internet.
Segundo o especialista, uma simples embalagem de batata, com um pedaço de antena de TV, conectada a um computador portátil, pode propagar o vírus em um raio de cem metros.
Além de violar dados pessoais, os vírus descarregam baterias dos celulares e pode apagar a memória do aparelho.
"Hoje, é possível forçar que vários aparelhos liguem ao mesmo tempo, por exemplo, para o telefone da polícia [190], provocando uma sobrecarga no sistema de telefonia da polícia. Os vírus também podem fazer ligações indevidas", disse Roger.
O especialista afirma que os usuários de telefonia móvel não devem de assustar com os vírus e dá dicas preventivas: "É preciso ficar atento às perguntas que aparecem no celular. É necessário ter atenção se você quer ou não instalar determinado programa. Um vírus pode estar sendo instalado. Hoje, há recursos de anti-vírus para celulares que são gratuitos. São ferramentas que minimizam os riscos". Fonte: UOL News